Não existe quase nada de melhor do que morar perto do mar porque é uma sorte, uma dádiva, poder num só passeio transformar melancolia em recargas de bateria.
E é tão simples e ainda assim tão inexplicável que se começa a caminhar percorrendo o chão com um olhar absorto e o corpo curvado com um peso não se sabe bem onde e quando se repara, parece-se mais um herói bramindo a sua espada aos céus como se nada o pudesse derrotar do que mais um simples ser andante.
Dão-se mutações de dúvidas em certezas, de fraquezas em vontades, tristezas em valentias. São poucos os momentos simples com esta força e sem dúvida que estes são os momentos que deveriam ser a base de grandes decisões.
Entre milhões de outras coisas são momentos simples como estes que, emaranhados noutros, permitem a construcção da utópica felicidade...